
Magnus Bak (vermelho) levou a melhor no sprint com outros 3 ciclistas e garantiu o título mundial de gravel 2026
Do Bikemagazine
Fotos de divulgação SWpix
O dinamarquês Magnus Bak Klaris conquistou neste domingo (11 de outubro) o título mundial de gravel na categoria elite masculina, em Nannup, na Austrália Ocidental.
Especialista na modalidade, ele surpreendeu os favoritos ao vencer o sprint final contra três adversários, incluindo o atual campeão, o belga Florian Vermeersch.

A vitória marca uma mudança no cenário da competição, que desde sua criação, em 2022, vinha tendo ciclistas com experiência predominante no ciclismo de estrada no lugar mais alto do pódio. Bak Klaris completou os 144 km do percurso em 4h09min05s, em uma prova com 3.713 metros de altimetria acumulada e aproximadamente 85% do trajeto em estradas de cascalho.
O pódio foi completado por Vermeersch, em segundo lugar, e pelo britânico Connor Swift, terceiro. O dinamarquês Mads Würtz Schmidt, compatriota de Bak Klaris, terminou na quarta posição, depois de também disputar a vitória até os metros finais.
O brasileiro Henrique Avancini terminou na 11ª colocação, a 3min29s do campeão.
Queda e sprint decidem o título
A prova teve uma fuga inicial formada pelo austríaco Lukas Pöstlberger, pelo britânico Jenson Young e pelo neerlandês Peter Schulting. O trio chegou a abrir mais de dois minutos de vantagem, mas foi alcançado após uma longa perseguição do grupo principal.
Na fase decisiva, Bak Klaris, Würtz Schmidt, Swift e Vermeersch se destacaram dos demais concorrentes. A pouco mais de 3 km da chegada, Würtz Schmidt sofreu uma queda em uma curva, mas conseguiu retornar ao grupo. Bak Klaris optou por esperar o compatriota, enquanto os adversários também diminuíram o ritmo.
Nos metros finais, Swift lançou o sprint e assumiu a dianteira. Bak Klaris conseguiu se manter em sua roda e lançou a arrancada decisiva, ultrapassando o britânico para conquistar a camisa arco-íris. Vermeersch ficou com a prata e Swift levou o bronze.
Vitória inesperada
Bak Klaris reconheceu que não se considerava o principal candidato ao título e que o sprint não era seu ponto forte. Antes da largada, sua expectativa era lutar por uma vaga no pódio.
“Eu disse antes da largada que queria arriscar e buscar um grande resultado. Estava pensando no pódio”, afirmou o dinamarquês após a prova.
O campeão também explicou que tentou aproveitar a presença de Würtz Schmidt na disputa final. Os dois competiram individualmente, sem uma estratégia formal de equipe nacional, mas procuraram colaborar quando isso poderia favorecer ambos.
“Eu normalmente não tenho um sprint muito bom, então tentei encontrar a roda certa. Tive sorte com a forma como Connor Swift conduziu a chegada. Consegui ficar na roda dele até quase o último quilômetro e depois dei minha última arrancada”, explicou.
A conquista tem um significado especial para Bak Klaris, que viajou à Austrália por conta própria, semarianne vossm financiamento da federação dinamarquesa. Antes do Mundial, ele havia vencido uma etapa da UCI Gravel World Series, resultado que demonstrava sua boa forma para a disputa.
Com o título, o dinamarquês passa a vestir a camisa arco-íris nas próximas competições de gravel, incluindo provas da UCI Gravel World Series e eventos internacionais da modalidade.
PÓDIO ELITE MASCULINA
Magnus Bak Klaris (Dinamarca) — 4h09min05s
Florian Vermeersch (Bélgica)
Connor Swift (Grã-Bretanha)
Mads Würtz Schmidt (Dinamarca)
RESULTADOS COMPLETOS
https://www.procyclingstats.com/race/uci-gravel-world-championships-2026-result/results#goog_rewarded
Entre as mulheres da elite, a vitória ficou com a holandesa Marianne Voss que garantiu o bicampeonato mundial. A alemã Rosa Klöser ficou com a segunda colocação (a 27s) e a holandesa Larissa Hartog completou o pódio na terceira colocação, a 2min15s.
PÓDIO ELITE FEMININA
Marianne Vos – Holanda –
Rosa Klöser – Alemanha – a 27s
Larissa Hartog – Holanda – a 2min15s
RESULTADOS COMPLETOS





